Eu tenho me sentido estranha, talvez meio longe, talvez meio perdida. Tenho tentando levar os dias com mais calma, tenho tentando dormir sem tanto peso. Aceitar as coisas como ela são é realmente difícil, afinal a gente sempre quer um pouco mais e isso talvez seja da natureza humana. Mas não sei, me sinto o erro, ou talvez eu me importe demais com os pequenos detalhes. Realmente sou complicada, tenho muitas dúvidas, tenho muitas perguntas e mal sei como agir diante da vida, mas to tentando levar, seguir em frente e deixar que a vida mostre o caminho certo.
(Fonte: umgarotodramatico, via ausencia-de-ideias)
A vida é uma história de encontros, desencontros e reencontros, onde nada é uma linha contínua e direta, onde sempre vai existir uma pausa ou interrupção. Não dá pra passar um dia sem uma pausa pra dormir, ou viajar sem uma pausa pra abastacer. Não existe amor que não tenha saudade, nem amizade que não tenha um tempo de afastamento. A vida é um texto, onde sempre deve existir uma vírgula, seja ela colocada pelo tempo ou por uma situação qualquer. Mas o que seria de um bom texto, sem uma boa pontuação?
Fico tão confusa pela quantidade de coisas que tenho de considerar que não sei se choro, ou se rio, depende do meu humor. Depois durmo com a sensação estranha de que quero ser diferente do que sou, ou de que sou diferente do que quero ser, ou talvez de me comportar diferente do que sou ou do que quero ser.
Feliz por fora, destruída por dentro. É assim que eu me sinto todos os dias, e com essa insegurança que continua a me consumir. Tenho tantos medos, medo de ficar sozinha, medo de não ser boa o suficiente, medo de nada dar certo no futuro. Me sinto deslocada, desorientada e confusa. Tento achar um saída pra essa sensação de insegurança, mas parece que nada do que eu faço faz sentido, eu não faço nada certo, tudo dando errado e desmoronando sempre. Só queria alguém que me entendesse, alguém que sem nem ao menos eu dizer uma palavra, perceba que eu não estou bem e me abraçasse, que essa “felicidade” é uma máscara para evitar tantas perguntas sem sentido, tantas pessoas falsas que fingem que se importam. Apenas quero tirar essa insegurança de dentro de mim, quero alguém pra contar, alguém que diga que tudo ficará bem. Eu acho que o problema sou eu.
Talvez o problema seja eu. Talvez eu espere demais das pessoas. Talvez eu queira muito. Talvez o problema seja meu. Onde estão os valores? Onde foi parar o conceito de certo e errado? Onde está o coração das pessoas? Sim, eu sei que ele fica do lado esquerdo do peito. Mas tem muita gente com o coração oco. Ou cheio de porcaria.
(Fonte: criesofasuicide, via withgodforgod)
Resolvi aceitar algumas coisas da vida, sem dor. Ninguém vai ser como você sonha, não espere consideração nem que os outros façam o que você faria. Não espere que valorizem seu esforço. Não espere que lhe ofereçam a mão. Apenas viva. Aceite que é preciso deixar o orgulho de lado e dizer preciso-de-você-agora. É preciso entender que o outro é diferente e de vez em quando ele vai lhe magoar (e você precisa lidar com isso, senão vive só). Não espere compreensão. Não espere que a vida seja fácil. Nem sempre ela é. Não espere para viver, tem coisa que não volta.
A gente nasce com a difícil tarefa de aprender a conviver com a gente mesmo. E quando começamos a amadurecer e entender tudo aquilo que se passa por dentro, vem o passado e mostra que nossas certezas não são tão certas assim. Pouco tempo depois, as despedidas começam. Adeus amigas de infância – que até outro dia, eram pra sempre. Adeus cheiro de comida às 11:00. Adeus pai levando na escola. Adeus pais.
Então, em meio a tantas mudanças, você descobre que cresceu, que a antiga você ficou la atrás e que ainda não existe uma versão atualizada de você mesmo pronta. Mas, quem é que ligo pra isso? Agora, você tem roupa pra lavar, cronograma pra seguir e contas pra pagar. E isso tudo depende apenas de você. É você com você mesmo. Você e todos seus fantasmas em uma casa que não é a sua.
Ai, bate aquela saudade de tudo que passou. O medo de ter feito alguma coisa errada e a sensação de ser a culpada de tudo aquilo que não deu certo. Acredite, isso não é peso na consciência ou qualquer coisa do tipo. O que você sente é consequencia de uma palavra que algumas pessoas jamais saberam o verdadeiro significado: Amadurecer. Amar e esquecer. Tomar decisões. Afastar-se e nunca mais voltar. Mudar.
Acredite, você não precisa ter medo de estar distante das pessoas. Você precisa ser preocupar apenas de sempre estar perto o suficiente de você mesma.
eu já tinha tido um ataque cardia, mas é muito louco kkkkkkkkkkkk
(via liinex)